Direitos autorais
Em vigor desde 20 de agosto de 2026.
Esta é a página mais importante do site para quem vive de cortar vídeo dos outros. Leia antes de publicar.
1. O vídeo dos outros tem dono
Todo vídeo publicado no YouTube pertence a quem o criou, mesmo que esteja público e de graça. Assistir é livre; republicar pedaços é outra coisa.
Na prática existem três situações, e vale saber em qual você está.
2. As três situações
Você tem autorização
É a situação segura. O criador disse por escrito que pode cortar, seja em um vídeo, na descrição do canal, num documento público ou num e-mail para você. Guarde essa prova.
Reunimos em upar.io/clipar mais de duzentos canais que convivem com cortes de terceiros, com a regra de cada um. É ponto de partida, não garantia.
O criador tolera, mas não autorizou
A maioria dos casos. Existem dezenas de canais de corte no ar há anos e ninguém foi derrubado. Isso indica tolerância, e tolerância pode acabar quando o criador quiser, sem aviso. Foi o que aconteceu com quem cortava PodpahTV até março de 2025.
O criador não permite
Alguns pedem remoção ativamente. Cortar esses canais é perder tempo, e acumular avisos que derrubam o seu canal inteiro.
3. O que a lei brasileira diz
A Lei 9.610/98 permite, no artigo 46, a citação de trechos para fins de estudo, crítica ou polêmica, desde que a obra e o autor sejam identificados e o uso seja proporcional.
Um corte de trinta segundos com o seu comentário por cima, creditando o canal e linkando o episódio completo, tem argumento de citação. Um corte de trinta segundos sem nada acrescentado, publicado para monetizar, não tem.
A diferença está no que você acrescenta.
4. O que as plataformas fazem
YouTube
Dois sistemas diferentes, que costumam ser confundidos:
- Content ID: identifica o material automaticamente. O dono escolhe entre bloquear, monetizar em cima do seu vídeo ou apenas acompanhar. Não gera punição para o canal.
- Aviso de direitos autorais: é o dono pedindo remoção. Três avisos e o canal é encerrado, junto com todos os vídeos.
O primeiro tira a sua receita. O segundo tira o seu canal.
TikTok e Instagram
Removem o vídeo mediante denúncia e acumulam registros na conta. Repetição leva a restrição de alcance e, no limite, ao encerramento.
5. Como reduzir o risco
- Acrescente algo seu. Comentário, reação, contexto, texto na tela. É o que diferencia citação de cópia.
- Credite sempre. Nome do canal no vídeo e link do episódio completo na descrição.
- Não corte transmissão esportiva. O direito de imagem de partida é vendido separadamente e é o mais fiscalizado que existe. Prefira reação e comentário.
- Não use música inteira. Trilha de fundo aciona Content ID sozinha.
- Não se passe pelo criador. Deixe claro que é um canal de cortes.
- Peça autorização por escrito. Um e-mail curto respondido já é prova.
6. Se você levar um aviso
- Não entre em pânico: um aviso não encerra canal, três encerram.
- Verifique se é Content ID ou aviso de direitos autorais. São coisas diferentes.
- Se foi engano, conteste dentro do prazo, explicando por que o uso é legítimo.
- Se não foi, tire o vídeo do ar e não repita o canal.
- Avisos expiram em 90 dias, se você não acumular outros.
7. Se você é criador e não quer ser cortado
Se você chegou aqui porque encontrou cortes seus feitos com a nossa ferramenta e não autoriza isso, escreva para contato@upar.io com o endereço do seu canal. Colocamos o canal na lista de quem não autoriza, e ele passa a aparecer assim para todos os usuários.
8. O que a gente não faz
Não verificamos se você tem direito sobre o vídeo que enviou. Não temos como fazer isso, e nenhuma ferramenta do mercado faz. O que fazemos é publicar a informação que ajuda você a decidir, que é a lista de canais e esta página.